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A carta de renúncia do deputado distrital Júnior Brunelli (PSC) foi entregue nessa terça - feira (2) à Câmara Legislativa
do Distrito Federal e foi lida no plenário da Casa nesta tarde. A renúncia é irrevogável.
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O distrital, que ficou conhecido como o deputado da “oração da propina”, foi
flagrado em vídeo (veja ao lado) rezando após o recebimento de somas em dinheiro. A gravação foi feita pelo
ex-secretário de Relações Institucionais do governo de José Roberto Arruda (sem partido) Durval Barbosa, principal
delator da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investigava o caso de pagamento de propina para
servidores e prestadores de serviços no governo do DF.
Desde a última quinta-feira (25), Brunelli era procurado pela deputada Érika Kokay (PT) para entregar-lhe a
notificação do processo de abertura da cassação de mandato. Kokay foi designada, por sorteio, na Comissão de
Ética da Câmara Legislativa, para ser relatora do caso de Brunelli. A distrital havia tentado, sem sucesso,
ligar para todos os telefones do deputado. Chegou a ir à casa dele, e descobriu que o endereço estava incorreto.
Ela disse ainda que fez uma visita à igreja que ele costuma frequentar (e de onde conta a grande base do seu
eleitorado), mas não o encontrou.
De acordo com o regimento atual da Casa, a notificação de abertura de cassação tem de ser entregue em mãos ao
deputado, que deve assinar o recebimento do documento. A partir daí, ele pode apresentar sua defesa em até 10
dias. Mas, para manter os direitos políticos e participar ainda das eleições deste ano, o parlamentar teria de
renunciar antes de receber a notificação.
Esta foi a estratégia que Brunelli optou. O parlamentar tem mantido silêncio desde as denúncias envolvendo seu
nome no escândalo do “mensalão do DEM”. Brunelli estava de licença médica desde janeiro, razão que tornou viável
sua ausência na Casa Legislativa.
Além de Brunelli, a Comissão de Ética abriu processo de cassação de outros dois deputados: Eurides Brito (PMDB)
e Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM). Na quinta-feira, a deputada peemedebista enviou uma carta à imprensa
avisando que faria uso da oportunidade de defesa para esclarecer os fatos. Ela deve receber entre hoje e amanhã
a notificação, segundo já acordado com seu relator, o deputado Bispo Renato (PR).
Já Prudente encaminhou, no mesmo dia, cartas aos seus correligionários se desculpando e assumindo ter feito caixa
2, não na última campanha, mas na anterior. E à noite, entregou sua carta de renúncia, que valerá oficialmente
depois de lida em plenário nesta terça-feira. Prudente ficou livre de perder os direitos políticos por cinco
anos. No entanto, não poderá se candidatar para o pleito deste ano, por estar sem partido. Contudo, poderá
fazê-lo em 2014, se tiver interesse.
Fonte: Uol
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